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Curiosidades Sobre os Animais Marinhos

Animais Marinhos

O reino Animal constitui um grupo muito diverso e com mais de um milhão de espécies viventes descritas. Todas essas espécies habitam os mais diferentes tipos de ambientes e habitats: regiões montanhosas, áreas desérticas, florestas densas e úmidas, rios, lagos, manguezais, regiões costeiras e o ecossistema marinho. O oceano é um ambiente vasto, profundo, aberto e repleto de uma incrível variedade de espécies de plantas e animais. Mais de 70% da superfície da Terra é coberta por água salgada e os oceanos ​​são vitais para a teia biológica do planeta. O ambiente marinho abriga cerca de 230.000 espécies conhecidas, mas apenas 5% dos oceanos da Terra são considerados explorados. Um estudo de uma comunidade de águas profundas revelou a existência de 898 espécies pertencentes a mais de 100 famílias e uma dúzia de filos em uma área com cerca de metade do tamanho de uma quadra de tênis. Mais da metade destes seres descobertos eram novos para a ciência. Assim conhecemos apenas uma pequena parte dos animais que habitam esse gigante ecossistema.

Animais Marinhos
Animais Marinhos

Embora tenhamos tão pouco conhecimento acerca dos oceanos, as criaturas que neles vivem estão sujeitas a inúmeras ameaças, sendo a maioria delas de origem antropogênica, como pesca predatória, aumento do tráfego de navios, exploração e desenvolvimento de energia, poluição, com desague de esgoto e restos industriais, desenvolvimento costeiro e ocupação das costas de forma desordenada, e caça e captura direta para exibição pública. Evidências científicas sugerem que a vida na Terra surgiu pela primeira vez há cerca de 3.5 bilhões de anos.

Arraia - Animais Marinhos
Arraia – Animais Marinhos

Microfósseis constituem essas evidências e indicam que a vida tenha se originado em fontes hidrotérmicas no fundo do mar, onde muitas substâncias e a energia presente favoreceram reações químicas necessárias para o surgimento dos primeiros seres. Hoje, bilhões de anos depois, e após um curso incrível da evolução da vida no planeta, o oceano é o habitat de uma grande diversidade de animais: de minúsculas criaturas, como o krill, às grandes baleias. Dentro de toda essa diversidade, muitos fatos sobre os animais marinhos são curiosos, uma vez que os oceanos constituem um habitat misterioso para nós humanos. Trouxemos aqui alguns fatos sobre os animais marinhos, incluindo características evolutivas que permitem a vida nos oceanos e curiosidades sobre algumas espécies diferentes.

A Osmorregulação Nos Animais Marinhos

A osmorregulação corresponde ao controle das concentrações de sais nos tecidos.  Nos peixes marinhos, a tonicidade dos líquidos internos é menor que a tonicidade do meio em que vivem, de forma que eles perdem água continuamente através da osmose. Para compensar essa perda, os peixes marinhos bebem água do mar e eliminam o excesso de sal pelas brânquias e pela urina concentrada. As aves marinhas e tartarugas apresentam glândulas nasais que eliminam o excesso de sal do corpo. Tartarugas marinhas também possuem glândulas semelhantes, que se abrem junto aos olhos e eliminam o excesso de sais. Os mamíferos marinhos não bebem água salgada, mas acabam ingerindo um pouco na alimentação e o eliminação do excesso de sais é realizada por meio da urina.

Tartaruga - Animais Marinhos
Tartaruga – Animais Marinhos

Curiosidades – Animais Marinhos

A Respiração Das Baleias e Golfinhos

As baleias e golfinhos são mamíferos marinhos da ordem Cetacea. São excelentes nadadores e permanecem muito tempo em grandes profundidades, passando um bom tempo submersos. Isso é possível graças à capacidade de renovação pulmonar que apresentam: concentram altas quantidades de oxigênio e renovam até 90% do volume pulmonar. Nós humanos possuímos a capacidade de renovar só até 10% da capacidade pulmonar, pois inspiramos e expiramos o tempo todo, renovando o ar dos pulmões aos poucos.

Lula Gigante: Mito Ou Verdade?

A lula gigante, Mesonychoteuthis hamiltoni, é o maior invertebrado do planeta de que se tem conhecimento e apresenta um comprimento que pode ultrapassar 15 metros. Por muito tempo, acreditava-se que a existência desse animal era um mito, uma história contada por pescadores. Em 2007, o maior exemplar foi encontrado e capturado por pescadores neozelandeses. As lulas gigantescas habitam as águas frias e profundas da Antártida, incluindo o sul da América do Sul, sul da África do Sul e extremo sul da Nova Zelândia. Possuem um metabolismo extremamente lento e, embora sejam gigantescas, necessitam de apenas 30 gramas de alimento por dia para sobreviver.

O Tolerante Verme Da Pompeia

O verme da Pompeia, Alvinella pompejana, é um poliqueta extremófilo. Esses vermes vivem a 2500 metros abaixo da superfície do oceano, em fontes hidrotermais do Oceano Pacífico que aquecem a água circundante a 80°C. Acredita-se que esses animais sejam os animais mais tolerantes ao calor do planeta e descobriu-se que uma camada de bactérias vive em torno dos vermes, em uma associação simbiôntica. As bactérias funcionam como um escudo, absorvendo parte do calor da água escaldante e se alimentando da camada mucosa produzida pelo poliqueta.

Os Golfinhos e a Visão De Raio-X

Os golfinhos possuem a capacidade de ecolocalização: utilizam um sonar com emissão de sons de alta frequência criados pela força com que o ar passa através de uma rede de tecidos próximos aos seus respiradouros. A alta frequência dos sons de ecolocalização, de 40 a 130 kHz, é inadequada para percorrer longas distâncias pela água, mas os comprimentos de onda mais curtos são capazes de penetrar objetos suaves. Assim, os sons emitidos pelos golfinhos viajam ultrapassando os corpos de outros animais e reflete apenas nas superfícies duras como ossos e cartilagem, funcionando como uma visão de raios-X e permitindo que o golfinho veja outros animais.

A Grande Barreira De Corais Da Austrália

A Grande Barreira de Corais da Austrália tem cerca de 2300 km de extensão e é a maior estrutura do mundo feita unicamente por organismos vivos, podendo ser vista do espaço. Seus recifes são compostos por 400 espécies de coral, sendo, então, estruturas compostas por milhares de minúsculos pólipos dos corais. Embora pareçam estruturas abióticas, os corais são, na verdade, animais. São invertebrados, pertencentes ao filo Cnidaria, mesmo grupo que inclui as águas vivas, e à classe Anthozoa. Esses invertebrados segregam um exosqueleto calcário ou de matéria orgânica, podendo formar imensas colônias e recifes de grandes dimensões. A Grande Barreira abriga uma grande biodiversidade, suportando mais de 2000 espécies de peixes diferentes, 4000 espécies de moluscos e inúmeros outros invertebrados. Foi eleita como um dos patrimônios mundiais da Humanidade em 1981.

A Regeneração da Estrela do Mar

Estrelas-do-mar são bem interessantes, elas costumam abandonar um de seus braços para fugir de predadores e se reproduz assexuadamente, quando isso acontece, ela se parte de propósito e gera um novo indivíduo a partir de cada pedaço de seu disco – é um feito improvável, mas uma estrela inteira pode crescer apenas de uma parte de seu braço. A capacidade de regeneração da estrela-do-mar também é bem interessante, ela ocorre por meio de células-tronco em seu corpo, sendo capazes de recriar do zero os órgãos eliminados. Sua fisionomia simplificada também facilita a regeneração, e como elas não possuem cérebro e nem sangue, seu sistema nervoso é espalhado pelo corpo, tendo ainda os mesmos órgãos vitais em todos os braços, além de células adaptáveis que se transformam para ocupar o lugar do membro perdido.

Estrela do Mar 
Estrela do Mar

O que foi dito anteriormente sobre uma estrela inteira se desenvolver a partir de uma parte do braço vale apenas para poucas espécies, já que para a maioria é necessário que exista ao menos um pedaço do disco central. A explicação para tal quesito é que a ingestão de alimento e o sinal nervoso que comanda o início da regeneração emanam dessa parte do corpo da estrela. Assim que uma parte do corpo delas é perdida, a área danificada é recoberta, começando aí a regeneração. As células-tronco reconstroem braços que faltam e também o disco, e o processo não é nada rápido, já que pode se estender por meses e levar até um ano inteiro. Outro fator é que não há a necessidade de pressa, já que como foi dito, elas possuem órgãos vitais em todos os braços e nesse período conseguem funcionar bem. Outra característica da estrela é que células já estabelecidas podem trocar de papel, por exemplo, a que antes fazia parte da epiderme pode se readaptar para compor o sistema digestivo.

Treinamento de Golfinhos

Que eles são inteligentes e dotados de capacidade de aprendizagem, disso bem sabemos, porém há algumas técnicas que são usadas no treinamento desses bichos que veremos a seguir. O ponto essencial de treinar um golfinho é levá-lo ainda filhote para a “escola”, para que dessa forma ele consiga estabelecer uma relação de amizade com o treinador, que por sua vez o alimenta é carinhoso e brinca com ele para conquistar sua confiança. A fase do treino começa logo depois que a amizade engata, baseando-se na recompensa de comportamentos positivos.

Treinamento de Golfinhos 
Treinamento de Golfinhos

O animal acaba ganhando um reforço (peixe, brinquedo ou carinho) a cada vez que consegue realizar um movimento exigido, mas não ganha nenhum prêmio caso não consiga executar a tarefa. Punições nunca fazem parte do treino, já que isso romperia o laço de confiança com o treinador.

Números mais elaborados do treinamento são feitos passo a passo e depois de treinado, o animal associa cada ação a um comando específico, que pode ser visual, verbal ou sonoro.

Peixe Beta

Dentre os peixes de aquário, o beta é o mais popular deles e isso se deve a dois fatos: sua beleza exótica e sua resistência. Diferentemente das demais espécies, o beta não precisa de uma bomba embutida no aquário, nem de cuidados constantes, sendo por isso um peixe extremamente fácil de cuidar.

Peixe Beta 
Peixe Beta

Os machos são extremamente violentos, se houver mais de um no mesmo aquário, eles podem brigar até à morte. Muitos erroneamente juntam a fêmea ao macho pensando que assim eles irão se reproduzir, o que nem sempre acontece, pois ele acaba agredindo-a constantemente.

O correto é unir a fêmea ao macho somente quando o macho estiver pronto para acasalar, isso pode ser notado quando no aquário houver um ninho feito de pequenas bolhas de ar, que são envoltas por um muco bucal. Somente nesse período a fêmea deve ser inserida no aquário e deve ser retirada assim que colocar seus ovos.

Porque os carangueijos sacodem as pinças?

Os caranguejos são muito semelhantes aos siris e são bastante utilizados na culinária, sendo que algumas espécies são encontradas principalmente nos manguezais, como o caranguejo-uçá. A fêmea desta espécie tem apenas duas pequenas pinças que são utilizadas para coletar o alimento, enquanto o macho tem uma pinça pequena, na qual ele utilizava para comer e a outra maior para atrair a fêmea na época do acasalamento e para acenar.

Caranguejos
Caranguejos

Outra função da pinça grande do caranguejo é espantar outros machos, fazendo com que haja até combates entre eles. Algumas espécies de caranguejos uca utilizam suas patas como se fosse espécie de campainhas, batendo na superfície da água ou nas paredes das tocas e quando a fêmea sente essas vibrações, vai observar se o macho é da espécie certa a partir do aceno. Os caranguejos fazem isso geralmente em noites de maré baixa e quando a fêmea segue o macho, significa que eles irão acasalar na toca dele.

Salmão Transgênico

Com os avanços da biotecnologia já é possível alterar o material genético responsável pelas características hereditárias do ser vivo, assim como criar um organismo transgênico em laboratório, o que especialistas afirmam que pode promover o uso racional de animais de laboratório em todo o mundo. Tais técnicas têm sido apontadas como comercialmente promissoras nas diversas áreas da pesquisa básica e clínica médica. Recentemente, a empresa americana AquaBounty conseguiu autorização para comercializar um transgênico do salmão-do-atlântico, algo que vem tentando fazer desde 1995.

Salmão Transgenico
Salmão Transgenico

O peixe em questão recebeu um gene do salmão-rei, o que faz com que ele cresça muito mais depressa – na verdade, 100% mais. O governo alegou que a carne do novo peixe é idêntica à tradicional e que pode ser consumida normalmente.

Esse novo salmão é isolado da natureza, sendo criado em tanques, no entanto há o receio de que ele possa escapar acidentalmente e levar a população de salmão natural à extinção, por ser maior.

O Caso dos Animais com Sangue Colorido

Embora a maioria dos vertebrados tenha sangue vermelho, existem algumas exceções. Alguns peixes marinhos como o Clinocottus analis e o sapo Chiromantis samkosensis e largatos do gênero Prasinohaema têm sangue verde. Esses lagartos são um caso especial, já que além da hemoglobina – proteína dos glóbulos vermelhos do sangue que transportam oxigênio – eles têm a biliverdina – de cor verde – correndo pelas veias. Quanto aos invertebrados, a maioria deles, cujo sistema circulatório é aberto, apresenta um fluido chamado hemolinfa, com função semelhante à do sangue.

Clinocottus analis
Clinocottus analis

Alguns moluscos como o polvo, insetos e artrópodes, como a tarântula, têm a hemolinfa azul devido à presença de hemocianina, substância de cor azulada que carrega o oxigênio. Na natureza existe sangue laranja, amarelo e até incolor, o que amplia a paleta de cores sanguínea. Todas essas informações foram trazidas devido ao auxílio de artigos acadêmicos como “Green-Blood Pigmentation in Lizards” de Christopher C. Austin e Kevin W. Jessing e “Parasites in a Biodiversity Hotspot: a Survey of Hematozoa and a Molecular Phylogenetic Analysis of Plasmodium in News Guinea Skinks” também de Christopher junto com Susan L. Perkins.

Um comentário

  1. As agências de risco norte-americana e canadense avaliaram os riscos de impactos negativos ao ambiente causados pela liberação acidental do salmão transgênico e concluíram que os riscos são negligenciáveis. Na verdade, o salmão Aquabounty, apesar de crescer mais rápido, é menos competitivo que seus parceiros selvagens, por várias razões, e a construção transgênica tenderia a se perder com o tempo.

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