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Habitat Do Orangotango

O orangotango é o único primata oriundo da Ásia, os outros são habitantes da África.

Antigamente o primata habitava o sudeste da Ásia, mas atualmente pela destruição do seu habitat natural, se encontra somente em florestas tropicais de duas ilhas, a de Bornéu e a de Sumatra, ambas presentes na Indonésia. E é daí que vem a origem dos nomes das duas espécies de orangotangos existentes, o orangotango de Bornéu e o orangotango de Sumatra.

Habitat Do Orangotango
Habitat Do Orangotango

Habitats Ameaçados, Espécies De Orangotangos Ameaçadas…

O desmatamento dos seus habitats para construções habitações, plantações, extração de minério e do óleo de palma, este último específico das regiões onde habitam, é responsável pela diminuição da sua população, tanto que nos dias atuais se encontram ameaçados de extinção, o orangotango de Bornéu em menor grau e o de Sumatra em maior.

Organizações em prol da preservação das espécies têm trabalhado medidas como a preservação dos seus habitats para que os orangotangos sobrevivam, mas mesmo diante disso há quem dê a previsão de somente poucas décadas para a extinção das espécies.

Habitat do Orangotango, Sua Reprodução E A Ameaça De Extinção

Um fator que contribui para esta expectativa, é a sua reprodução. Os orangotangos atingem a maturidade sexual aos oito anos de vida. Quando reproduzem, as fêmeas geralmente dão origem a somente um filhote, muito raramente a dois. Além do mais, seu período gestacional é de nove meses e os filhotes desmamam somente com cerca de seis anos de idade.

São os mamíferos com a reprodução mais longa. Contando que os filhotes são dependentes da mãe por cerca de até os oito anos de vida. Geralmente os machos são dependentes da mãe por menos tempo, enquanto as fêmeas, por mais, pelo motivo de os necessitarem aprendem o processo da maternidade. É este mesmo o tempo de dependência que a fêmea volta a se reproduzir. Tendo em vista que a expectativa de vida de um orangotango na natureza é de trinta e cinco a quarenta anos, uma fêmea se reproduz somente no máximo seis vezes na vida, dando origem a somente um filhote por reprodução. Outro motivo que leva os orangotangos a classificação de ameaçados de extinção, é a caça cruel de caçadores, que matam as mães orangotangos e caçam seus filhotes para a comercialização, voltada a domesticação do orangotango como animal de estimação, o que é comum aqui no Brasil com muitas espécies de aves, o que também já levou algumas a ameaça de extinção. Lembrando que a caça ilegal de animais silvestres é crime, mas mesmo diante de organizações e legislações, os animais estão sujeitos a atos egoístas humanos e não se é possível controlar totalmente.

Os Hábitos Em Seus Habitats

É imaginável a dificuldade em controlar estas ações já que os orangotangos habitam florestas tropicais em ilhas da Ásia, são animais arborículas, ou seja, que passam boa parte do seu tempo nas árvores, não só o são, como são os maiores entre eles. Caracteristicamente, se penduram nas árvores e galhos com seus pés e mãos a até muita altitude do solo, consequentemente os protegendo de predadores e caçadores.

Seus braços são fortes e dão conta de carregar o peso de todo o seu corpo, que não é pouco, um macho pode chegar aos cento e dezoito quilos e uma fêmea, com seu grande dimorfismo sexual, até quarenta e cinco. Mas não pense que essa diferença entre os sexos deixa a fêmea atrás dos machos, curiosamente os orangotangos têm o comportamento do estupro, mas as fêmeas combatem tal importuno com muita imposição através de gritos, o que pode evoluir para uma luta física, colocando sua força a prova, se for necessário.

Orangotango Filhote
Orangotango Filhote

Os orangotangos são diurnos e entre os seus hábitos, além de passar boa parte do seu tempo em árvores, está a sua caça a alimento, que também é retirado das árvores, como animais onívoros que são, eles são, frutas, tendo o figo como a sua preferida, folhas, cascas de árvores, insetos, entre outros.

Em época de seca, disputam a sua alimentação com os outros animais. São territoriais e impõem o seu território através de gritos estrondosos, o que não evolui para brigas, o que imaginavelmente não parece ser necessário, já que tal atitude já coloca muito medo em outro animal.

Comportamento No Seu Habitats

Os machos são totalmente solitários, vivendo sozinhos na natureza e só têm contato com outro animal no acasalamento. Por outro lado, as fêmeas podem conviver em grupos de duas a até três fêmeas, isto porque como citamos anteriormente, as fêmeas que serão mães de primeira viajem, precisam dos ensinamentos das mães experientes. Os machos mais velhos possuem abas em suas bochechas e geralmente é isto que permite o seu acasalamento, mas pode ocorrer disputas entre machos para o acasalamento das fêmeas em que há gritos mas não chega a competição física e mais uma vez, normalmente o macho mais velho acaba sendo o reprodutor.

Comportamento do Orangotango
Comportamento do Orangotango

Como solitários que são, os machos não fazem parte da vida dos filhotes e termina o seu relacionamento com a fêmea logo após o acasalamento. Já as fêmeas são mãezonas e responsáveis pelo aprendizado dos seus filhos nestes oito anos que são dependentes de seus ensinamentos para a sua sobrevivência. Dentre eles estão a construção de seus ninhos. Quando descansam nas árvores, não só ficam pendurados com suas mãos e pés, mas constroem ninhos confortáveis com os materiais oriundos da própria árvore, como galhos e folhas.

Quando saem para caçar sua alimentação, os filhotes vão pendurados nas costas de suas mães para observar e absorver todo o comportamento. Permanece durante todo o dia com a mãe e a noite, quando constroem, dormem no mesmo ninho.

E Aí? Viemos Do Macaco Ou Não?

Podemos ver que nossas semelhanças com os primatas, especialmente os orangotangos vão muito além de nossos genes incrivelmente noventa e sete porcento iguais, mas se aproximam muito na forma de reprodução e dependência dos filhotes para com as suas mães até desenvolverem a capacidade de serem independentes. No mundo animal esta característica é incomum, mas na realidade humana claramente não, e nosso tempo de dependência não só se aproxima dos orangotangos, como é maior, por mais que possa ser difícil admitir, especialmente na nossa fase adolescente, onde o jovem ainda depende e muito de seus pais ou cuidador responsável.

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