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Reprodução Da Capivara E Seus Filhotes

Quem conhece a capivara, sabe que elas podem ser consideradas pragas e pode associar este fator a sua reprodução, como é o caso de alguns animais, como o coelho, por exemplo. Quem as vê em seus habitats convivendo em grupos, também pode imaginar o mesmo. Mas esta informação não é verídica.

Rotulação De Pragas Por Quais Motivos Então?

Na verdade o que leva a capivara a ser considerada vulgarmente como praga por alguns é o fato de serem muito adaptáveis e flexíveis a seus habitats, destruído pela ação humana, por exemplo. Mas esta adaptabilidade pode ser tanta que podem se sentir confortáveis em habitar os mesmos ambientes de convívio humano, como plantações em que se aproveitam do vegetal para se alimentarem já que são herbívoras, para a infelicidade do agricultor que acaba tendo suas plantas comidas.

Outros exemplos de habitats alterados pelo ser humano mas que mesmo assim são passíveis de sobrevivência para elas são os canaviais e as pastagens. Além do que podem tranquilamente habitar os mesmos ambientes habitados por nós, seja de áreas de lazer, como parques ou até mesmo áreas residenciais, como terrenos em áreas de moradia. Outra hipótese que pode levar a rotulação de pragas é por serem roedores e como um pensamento generalista, todo roedor transmite doença, o que no caso dos roedores menores é verdade, mas no caso das capivaras, esta única doença seria oriunda do seu parasita, o carrapato estrela, mas curiosamente esta transmissão não seria muito comum, já que espécies de pássaros acabam se alimentando destes parasitas por instintivamente conviverem de forma pacifica com as capivaras, tanto que acabam sendo aproveitadas como poleiros e até quando caminham, os insetos que espantam naturalmente e acabam servindo de alimento fácil para os mesmos.

A Capivara Apresenta A Reprodução Mais Duradoura

Casal de Capivara se Acasalando
Casal de Capivara se Acasalando

Seus habitats preferidos na natureza são pântanos, represas, lagos e rios, como roedores semiaquáticos que são, passam boa parte do seu hábito diurno nas águas e é por lá mesmo que acabam se acasalando, geralmente após insistidas tentativas de conquista da fêmea pelo macho, através de perseguições. As fêmeas podem se acasalar com todos os machos dos grupos, mas o habitual é o progenitor ser o macho dominante, que tem a característica de ser o mais velho e com a maior quantidade de testosterona.

Essa posição de macho dominante não é permanente e pode se alterar periodicamente entre os outros machos, com cerca de três em três anos. A capivara não possui dimorfismo sexual, ou seja, diferença padrão na aparência entre os sexos que permitem a sua identificação mas possuem a glândula nasal, que é a responsável por liberar cheiros que permitem a identificação do macho dominante no grupo que é presente em todos os outros indivíduos. O que as diferenciam é justamente a quantidade de testosterona, quanto mais, maior tende a ser a glândula nasal.

Mas mesmo assim ainda não são visíveis a olho nu. O que não é relevante para eles, pois cada indivíduo possui um cheiro próprio que têm a capacidade de identificar. Tentar descobrir o sexo de uma capivara é uma tarefa um tanto difícil, pois até mesmo as genitálias de ambos os sexos são parecidíssimas. Os acasalamentos são rápidos e a penetração não passa dos três segundos. Apesar da capivara não ter um período reprodutivo anual bem estabelecido como a maioria dos animais, desta forma, podendo ser interpretada como fértil o ano todo, não são tão reprodutoras assim, geralmente acabam por se reproduzir somente uma vez ao ano, quando muito, duas, isto porque é um animal dos números grandes, além de ser o maior roedor do mundo, têm a mais longa gestação entre os roedores, com duração de cerca de cinco meses que junto a amamentação que dura cerca de quatro meses, já se soma nove meses e o ano tem somente doze, em um intervalo de três meses talvez já consigam se reproduzir novamente.

O Desenvolvimento Dos Filhotes De Capivara

Os filhotes são considerados precoces por já nascerem bem desenvolvidos, já pesando cerca de um quilo e meio, com suas características bem definidas, pelos grossos e seus quatro dentes incisivos, dois no maxilar superior e dois no inferior. Como característica própria de todo roedor, estes dentes nunca param de crescer e é justamente daí que vem a sua denominação, necessitam do hábito instintivo de roer para gastar os mesmos, mantendo um tamanho que não prejudique a sua qualidade de vida e o seu bem estar. Como os coelhos, que não são roedores, mas que também têm esta condição, neste caso o dente pode crescer tanto, se curvando ou mesmo dobrando. Curiosamente há casos em que é necessário intervenção cirúrgica através de um médico veterinário.

O macho atinge a maturidade sexual entre o intervalo de um ano de vida, podendo variar entre seis meses a um ano dependendo do indivíduo e a fêmea reproduz pela primeira vez com cerca de um ano e meio de idade. Há teorias de que as fêmeas mais velhas se reproduzam mais comparadas às mais novas. Por reprodução, podem gerar no máximo até oito filhotes, mas normalmente este número acaba diminuindo para quatro, sendo esta a média.

Os filhotes são amamentados por seis glândulas mamárias que as fêmeas possuem. Os grupos que são compostos em números variados de indivíduos, dez, trinta ou até cem, incluem machos, fêmeas e os seus filhotes, o que visualmente pode dar a impressão que são muito reprodutoras.

A convivência hierárquica entre eles com um macho dominante é pacífica, mas pode haver casos de competição entre os machos para a troca de papel, o que leva a disputas com exibições e liberações de cheiros.

Cuidados Mútuos Na Convivência

Tanto o progenitor quanto a mãe convivendo desta forma instintiva podem cuidar de seus filhotes, mas o grupo não é muito centralizado em somente suas crias e expandem este cuidado para todo o grupo. Como todos os animais que vivem na natureza, sobrevivem de predadores, no caso das capivaras eles animais tão grandes quanto elas, como espécies de onças, de cobras e aves de rapina, os filhotes ficam ainda mais reféns destes animais por serem presas mais fáceis e quem acaba os protegendo é o grupo e uma forma de o fazer é com sua capacidade de comunicação, como a vocalização.

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